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sexta-feira, 12 de março de 2010

Moçambique, África paradisíaca

Moçambique, África paradisíaca

Moçambique: África paradisíaca fala português.
Mariana Bergel - 11/3/2010 - 19h37 (matéria publicada no Diário do Comércio)
 

É impossível não pensar em Moçambique sem abrir um belo sorriso. Além da beleza natural e da realidade de um país em reconstrução, o que mais marca a visita é a simpatia dos nativos. Frequentemente eles puxam conversa com os turistas, sempre sorrindo. E quando descobrem que se trata de um brasileiro, aí então ficam extasiados de alegria.
Localizado na costa oriental do continente africano e banhado pelo Oceano Índico, Moçambique fica acima da África do Sul, na altura de Madagascar. O destino vale a pena tanto para quem busca natureza como para quem quer conhecer uma cultura diferente.
O país tornou-se independente em 1975, foi palco de uma cruel guerra civil até 1992, e ainda se recupera dos traumas do pós-guerra. Uma das fortes marcas dessa tragédia pode ser observada, além da miséria latente, no fato de a população ser majoritariamente jovem.
Ainda que se esteja na África, a familiaridade com o idioma português é um facilitador aos visitantes, resultado da história de ocupação portuguesa. Há algumas diferenças de vocabulário, mas a compreensão é bastante tranquila. Os brancos e estrangeiros, por exemplo, são chamados de mulungos.
A chegada a Maputo, capital de Moçambique, já denota o quanto os brasileiros são amados por ali. Os moçambicanos acompanham todas as nossas novelas e consomem muita música brasileira, que vai de Djavan a Leandro e Leonardo. Em todo o país, nas ruas, há camelôs vendendo de tudo: tomates, alface, sapatos, CDs, roupas, balas etc.

Mariana Bergel
A bela praia de Tofo é tranquila durante o dia e agitada depois que sol se vai, com bares na areia.


As principais atrações de Maputo são o Mercado do Peixe e alguns restaurantes em que é possível se alimentar melhor do que fora da capital. A noite também é bastante agitada por lá. No entanto, é importante tomar cuidado ao circular pela cidade, pois os turistas são alvo fácil para os ladrões e a polícia. Para evitar qualquer tipo de suborno policial, é importante portar sempre uma cópia autenticada do passaporte.
Na hora das compras, vale a lógica da pechincha: os preços ofertados são sempre o equivalente ao dobro ou o triplo do valor real.
Tofo – Saindo de Maputo rumo ao norte do país, a pouco menos de 500 quilômetros da capital está a bela praia do Tofo, com o mar azul-esverdeado. Situada na província de Inhambane, é uma das preferidas dos turistas estrangeiros que se embrenham por terras moçambicanas.
Para chegar a esse paraíso é possível pegar um "chapa" (lotações) na rodoviária de Maputo, alugar um carro (lembre-se de que a condução é feita pela esquerda) ou um vôo direto de Maputo para a capital da província de Inhambane. Uma vez lá, as melhores opções de hospedagem estão na beira da praia.

Mariana Bergel
A bela praia de Tofo é tranquila durante o dia e agitada depois que sol se vai, com bares na areia.





O melhor a fazer em Tofo é descansar e admirar o visual estonteante e ainda pouco explorado da praia, que lembra o recorte de praias como Taipus de Fora, na Bahia. Durante o dia há um mercado com badulaques e artesanato local e, à noite, o Dino's Bar e o Fatima's Place oferecem música eletrônica e, às vezes, ao vivo. É uma boa oportunidade para quem quer conhecer a famosa "marrabenta", ritmo local mais difundido, que é hoje um símbolo cultural nacional.
Perto da praia do Tofo estão também as praias da Barra e Tofinho, esta última famosa por ter golfinhos. Para os amantes do mergulho, a região também é uma boa pedida. À mesa, não deixe de provar "matapa", o prato mais tradicional da culinária moçambicana. A receita leva basicamente folha de mandioca, leite de coco, camarão seco e amendoim.
O nascer do sol e o pôr-do-sol são espetáculos imperdíveis em Moçambique, especialmente quando se está no litoral. Fica fácil entender porque o pôr-do-sol na África é considerado um dos mais bonitos do mundo.

UMA ILHA QUASE DESERTA

Mariana Bergel
Indigo Bay, em Bazaruto, está entre os resorts mais cobiçados do mundo. Só 114 hóspedes e programas como passeio a cavalo.





Considerado um dos mais belos do continente africano, o Arquipélago de Bazaruto, em Moçambique, é um refúgio natural. Parte do conjunto de ilhas, foi transformado em Parque Natural Marinho em 1971.
Praticamente deserta – são  3 mil habitantes em 38 km de comprimento e 7 km de largura -, a Ilha de Bazaruto oferece muitos atrativos naturais. São lagoas com crocodilos (parece estranho, mas eles estão lá e ninguém sabe explicar o fenômeno), enormes dunas que desembocam no mar, golfinhos e um mar repleto de maravilhas marinhas para mergulhadores amadores e profissionais. Quem tem o privilégio de chegar de monomotor ao arquipélago observa do alto as águas cristalinas que permitem ver nitidamente os inúmeros corais espalhados pela região.
Para chegar a Bazaruto é preciso ir até Vilanculos, que fica a cerca de 700 km da capital  Maputo e é a cidade continental mais próxima do arquipélago. O mais indicado é fazer o trajeto de avião, já que as estradas moçambicanas estão em péssimo estado e a polícia local é bastante corrupta – não são raros os casos de multas aplicadas indiscriminadamente a turistas estrangeiros.
Entre as escassas opções de hospedagem nas duas únicas ilhas habitadas do arquipélago (Bazaruto e Benguerua), a mais luxuosa é o resort cinco-estrelas Indigo Bay, em Bazaruto. O lugar hospeda em chalés luxuosos e tem capacidade para apenas 114 pessoas. A gastronomia do resort oferece delícias como salada de lagosta e frango com piri-piri (pimenta tradicional moçambicana). Vale a pena o passeio a cavalo para ver o nascer do sol do topo das dunas.

RAIO X 





COMO CHEGAR
Os voos da South African Airways (tel. 11/3065-5115, www.flysaa.com) fazem escala em Johanesburgo, na África do Sul, antes de seguir para Maputo (distante 1h30 de voo).  Tarifas a partir de US$ 1.595 ida-e-volta. O vôo de ida e volta de Johanesburgo para Vilanculos custa U$ 347 pela LAM (www.lam.co.mz/pt).

ONDE DORMIR

Fatima's Place: Mao Tse Tung Ave, 1317, Maputo, tel. (258) 8244-5730. Próximo ao centro da capital, trata-se de um hostel bem cuidado e equipado. A partir de US$ 20 por pessoa.
Hotel Polana: Avenida Julius Nyerere, 1380, Maputo, tel. (258) 2149-1001, www.serenahotels.com. Elegante e considerado um dos melhores da cidade. Tem piscina, quadra de tênis, cassino, restaurante e um belo jardim. A partir de US$ 168 o casal, com café da manhã.
Hotel Tofo Mar: Bairro Josina Machel, Praia do Tofo, Inhambane, tel. (258) 2932-9043, www.hotel-tofomar.com. O hotel está localizado na praia, perto do centro da vila. Oferece passeios a cavalo e equipamento de mergulho. A partir de US$ 107 o casal.
Casa Barry: no topo da montanha ao leste da Praia do Tofo, Inhambane, tel. (258) 317670111. Tem charmosos chalés com vista para o mar. É a melhor opção na vila e tem um restaurante com ótimas opções. A partir de US$ 83 o casal.
Indigo Bay - Island Resort and Spa: Ilha de Bazaruto,  tel. (258) 2130-1618, www.indigobayresort.com. A cozinha, especializada em frutos do mar, é fabulosa, assim como a decoração. Em um local paradisíaco, oferece toda toda infra-estrutura de um ótimo resort. A partir de US$ 349 o casal, com pensão completa (todas as refeições incluídas, exceto bebidas alcoólicas).

ONDE COMER

Mimmo's: Avenida Salvador Allende com Avenida 24 de Julho, Maputo, tel. (258) 2149-4080. Tem pratos com frutos do mar, massas e grelhados. 
Restaurante Costa do Sol: Avenida Marginal, Maputo, tel. (258) 2145-0038. Amplo, em uma construção estilo art déco na frente da praia, fica a 5 km do centro e tem diversidade de pratos com frutos do mar. 
Mundo's: bairro Josina Machel, Praia do Tofo, Inhambane; e Avenida Julius Nyerere, 657, Maputo, tel. (258) 8443-04300, http://blog.mundosmaputo.com. Em ambiente simples, porém agradável, oferece um cardápio bem variado – de pizza a peixe do dia.

FAÇA AS MALAS

Na internet: www.turismomocambique.co.mz, www.portaldogoverno.gov.mz, www.mozambique.org.br, www.turismomocambique.co.mz.
Pacotes: pela Nascimento Turismo (tel. 11/3156-9944, www.nascimento.com.br) e a Designer Tours (tel. 11/2181-2900, www.designertours.com.br). 
Clima: a média é de 20ºC no sul do país e 26ºC no norte.
Visto: é preciso enviar o passaporte, formulário preenchido, xerox do passaporte, comprovante de hospedagem, xerox da vacina contra febre amarela, duas fotos 3×4 e o comprovante de pagamento de taxa de R$ 150 para a Embaixada de Moçambique em Brasília. Mais informações pelo www.mozambique.org.br.
Moeda: metical. U$S 1 vale 32.745 MZN.
Fuso: cinco horas a mais que em Brasília.
Vacina: contra febre amarela. Mais informações pelo site www.anvisa.gov.br.

sábado, 20 de junho de 2009

Uruguai Natural






















Estive por duas vezes no Uruguai, ambas com meu irmão. A primeira foi em 1996 _inclusive, foi também o primeiro país estrangeiro que visitei _, e a segunda, em 2006. Gostei bastante de lá, e Cabo Polonio foi o destino preferido dentre os lugares que visitei. A matéria abaixo foi publicada no caderno Turismo , da Folha de S.Paulo, em 1º de junho de 2006.

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De acesso difícil, cercada por areia, península a 260 km da capital vive sem água corrente e eletricidade

Dunas protegem charme rústico de Cabo Polonio

MARIANA BERGEL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA,
EM CABO POLONIO




















Ainda que não seja uma ilha, Cabo Polonio vive completamente isolada. Essa península, localizada a 260 km de Montevidéu, no distrito de Rocha, é cercada por dunas que alcançam até 30 m de altura. A natureza foi generosa ao dificultar o acesso a esse vilarejo de maneira tão charmosa. Descoberto por turistas há menos de 30 anos, Cabo Polonio ainda mantém sua aura primitiva: não há luz elétrica nem água corrente.
Mas o mais importante não é sentir o que falta, e sim o que sobra: noites estreladas iluminadas pela lua e pelo farol, paisagens dominadas pelo mar cheio de lobos e leões-marinhos, baleias e aves de todos os tamanhos e um tapete de areia que se estende pelas praias a perder de vista.
Em frente ao povoado, encontra-se um grupo de três ilhas, as islas de Torres, que constituem um dos mais importantes assentamentos de lobos-marinhos da América do Sul, além de abrigarem inúmeras gaivotas. Essas ilhas também são o lugar de reprodução dos leões-marinhos. Das rochas de Cabo Polonio é possível observá-los fazendo todo tipo de acrobacia na água, e, aos pés do farol, dezenas deles se esparramam sob o sol. À noite, os grunhidos dos animais são o único ruído que corta o silêncio desse pequeno refúgio.

Travessia
Chegar a Cabo Polonio requer uma pitada de espírito de aventura: distante 8 km da ruta 10- a única estrada que leva à região-, só é possível transpor o caminho de areia que cerca a entrada da península em automóveis 4x4, a cavalo ou até mesmo caminhando.
É proibido entrar com veículo próprio, por isso é preciso recorrer a camionetes especialmente adaptadas com rodas gigantes de uma das seis agências autorizadas a transitar no local. Há saídas de uma em uma hora, e o preço é fixo (120 pesos, cerca de R$ 11,50).
Para quem acaba de chegar, Cabo Polonio se mostra um pouco desordenado: não há ruas demarcadas ou qualquer característica que remeta a um centro urbano. As casas, que não somam mais de 150, têm poços de água, hortas e criação de galinhas e ovelhas. A maioria é de madeira ou pintada de branco. Todas estão espalhadas, sem ordem.
A população local é de apenas 70 pessoas, mas boa parte das casas é de veraneio e, por isso, ficam vazias durante meses. Sorte de quem as ergueu enquanto era permitido. Desde 1992, para proteger a riqueza natural da península, o governo proíbe qualquer tipo de construção na península.
Toda essa atmosfera faz de Cabo Polonio um segredo. Não chega a ser considerado um lugar turístico para muitos uruguaios e não aparece na maioria dos guias de viagem. É justamente esse seu encanto: ser um destino especial, aonde se chega porque alguém contou que esteve lá.


AGÊNCIAS - La Estrella del Cabo: 00/xx/598/99/87-0868; El Paraiso: 00/xx/598/99/63-5441
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Nome da península veio de naufrágios de embarcações

















Zona de costas rochosas e perigosas para a navegação, Cabo Polonio reúne uma quantidade considerável de naufrágios. Duas dessas tragédias disputam a origem do nome do lugar.
A primeira versão é a de que a denominação teria surgido em 1735, com um naufrágio da embarcação Polonio, proveniente de Cádiz, Espanha. A segunda teoria defende que um acidente com um navio contrabandista comandado por Joseph Polloni, poucos anos depois, teria sido o responsável pelo batismo.
Construído em 1880 pelos ingleses, o farol com 25 m de altura e 124 degraus tinha como objetivo advertir os marinheiros sobre o perigo da península e diminuir o alto número de desastres marítimos que ocorriam por lá. Em 1976, o farol se tornou monumento nacional.
Seguindo pela costa, as pedras cedem espaço a quilômetros de praias desertas: de um lado do farol está a praia de Calavera e, do outro lado, a praia Sur. A areia é dura, e o vento ameniza o calor, que durante o dia é escaldante, próprio do clima subtropical. No verão, a temperatura passa de 30C e, durante o inverno, pode chegar a 2C. As noites são sempre frias, mesmo nos meses mais quentes -em virtude dos fortes ventos vindos do Atlântico.
O pôr-do-sol é longo e tinge o céu dos tons mais variados. O espetáculo vem sempre acompanhado da coreografia dos grupos de gaivotas que sobrevoam a região.
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Comandado por um cego, bar em formato de labirinto merece visita

À noite, comércios e casas ganham um visual romântico, com velas penduradas nos tetos e espalhadas pelo chão. São comuns as reuniões em pequenos bares à luz de velas.
Entre eles, o mais curioso é o bar de Josuelo, um nativo de Cabo Polonio. O teto e as paredes são cobertos com os mais variados tipos de planta, o chão é de areia, e as mesas são dispostas em corredores que formam um labirinto. Cego há alguns anos, Josuelo conhece cada milímetro de seu inusitado estabelecimento.
As opções de hospedagem não são variadas. As melhores e com localização privilegiada são a pousada Mariemar e a hostería La Perla. Ambas ficam na praia Sur, e os preços variam de U$ 35 a U$ 50, com café da manhã. Contam com geradores, que oferecem luz por um par de horas.
Também é muito comum os viajantes alugarem casas de veraneio ou de moradores locais a preços negociáveis.

sábado, 9 de maio de 2009

Lua-de-mel dos sonhos

No mês das noivas, uma sugestão de roteiro no Índico: as Ilhas Seychelles misturam beleza natural exuberante, luxo e privacidade.

Mariana Bergel
(texto e fotos - matéria publicada em 7/5/2009 no jornal Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo)




Ilha La Digue reúne areias brancas paradisíacas. Cativam por lá espécies endêmicas vegetais e animais.




Engana-se quem pensa que a proximidade do Brasil com o Caribe dispensa uma visita às ilhas africanas. A pouca exploração do arquipélago das Seychelles proporciona uma sensação de privacidade raramente encontrada em outros destinos. Com exceção das ilhas maiores, que têm movimento, quem se aventura pelas menos exploradas tem a chance de ser o primeiro brasileiro a colocar os pés nelas.

As ilhas Seychelles encantam por sua beleza natural exuberante já na chegada. A pista de pouso da Ilha de Mahé, a principal do arquipélago, divide o concreto com o mar azul-turquesa. Situado no coração do Oceano Índico (na altura do Quênia, a nordeste de Madagascar), o país é composto por 115 ilhas – das quais 42 são graníticas e 73 são coralíneas ou de areia. E é conhecido pelo turismo de alto luxo, em especial de lua-de-mel. Mas sem o bolso recheado, é praticamente impossível chegar a este paraíso.

O investimento vale a pena, dada a cor do mar, a variada formação das ilhas, as espécies endêmicas vegetais e animais e a privacidade da região. Cada uma das ilhas tem seu esplendor, mas todas contam com uma bela vegetação, que divide o cenário com praias de finas areias brancas e o mar deslumbrante. Sem falar nos resorts.

A população total do arquipélago é de aproximadamente 85 mil pessoas. A capital do país, Victoria, fica em Mahé, ilha que concentra 90% dos habitantes de Seychelles e a maior parte dos turistas. Mahé é uma ilha de granito e compensa a visita por suas belas florestas, montanhas e parques naturais. Para os interessados em conhecer mais sobre a cultura local e a gastronomia creole, este é o melhor destino do país africano.

Exótica, a culinária é resultado de uma miscelânea de receitas francesas, chinesas e indianas, com um toque de especiarias africanas. Assim como no Brasil, o arroz está sempre presente. Peixes (elaborados com ervas e temperos como canela, cardamomo, alho, hortelã e gengibre), frutos do mar e a fruta-pão também são comuns à mesa.






Praia Anse Source d'Argent é considerada uma das mais belas do planeta – um convite ao mergulho.


Patrimônio Mundial - A segunda maior ilha do arquipélago é Praslin, que fica a 15 minutos de avião de Mahé. Movimentada, se comparada às ilhas menos visitadas, tem boas opções de praias e hotéis. Em Praslin fica o Valée de Mai, uma reserva nacional – Patrimônio Mundial, declarado pela Unesco desde 1983 – que reúne árvores do famoso coco-do-mar, uma espécie de palmeira encontrada apenas nas Seychelles. E há as árvores-macho e fêmea, cujo fruto é símbolo do país e remete a um par de coxas com o púbis feminino. Sua semente é a maior do mundo e seu peso chega a 30 quilos.

Entre as ilhas mais privées está também La Digue, a 45 minutos de barco de Mahé, com praias de tirar o fôlego. Lá, o meio de transporte mais utilizado é a bicicleta, que faz com que o passeio pelas simpáticas ruas de paralelepípedo seja ainda mais agradável. Parada obrigatória na praia Anse Source d'Argent, considerada uma das mais belas do mundo. Suas águas transparentes são forradas por corais e um convite à pratica de mergulho. Para completar o cenário, o mar divide o horizonte com um impactante paredão de rochas de granito rosado. Sem dúvida, o cartão-postal das Seychelles.

História peculiar



Vista aérea de uma das ilhas do arquipélago



















De acordo com os geólogos, as Seychelles são remanescentes de uma parte do continente Gondwana, porção sul da Pangéia, que teria se fragmentado há milhões de anos. Isso explica porque o arquipélago possui parte de suas ilhas compostas por granito e espécies animais e vegetais que não são encontradas em nenhum outro lugar.

A história das ilhas começa no fim do século 15, quando passaram por lá mercadores árabes. Mais adiante, são visitadas por Vasco da Gama e começam a fazer parte das paradas de abastecimento dos navegadores, pela abundância de água e alimento frescos. Na seqüência, passam por ali os franceses, os ingleses e os indianos. Quando é abolida a escravidão, em 1835, chegam também os africanos do continente.

As ilhas se tornam oficialmente colônia inglesa a partir de 1903 e, em junho de 1976, Seychelles ficam independentes. Por conta da presença dos britânicos e dos franceses, a população se comunica nestes idiomas, além do creole, variação do francês e a língua oficial.



Coleção de resorts inesquecíveis
Alguns locais chegam a cobrar mais de 3.500 euros pela diária.

Na ilha principal do arquipélago, o Hilton Northolme dá para uma pequena praia cinemato-gráfica.



Destino exuberante para os olhos, Seychelles é uma excelente opção para passar uma lua-de-mel inesquecível. O motivo: além do cenário, os spas e resorts são sempre charmosos e envoltos em luxo. Mas é bom começar a preparar a viagem desde já: alguns locais chegam a cobrar mais de 3.500 euros pela diária.

Mahé é a primeira parada e o ponto de partida para outros mil paraísos. Próximo ao maior parque marinho do Índico, o Spa & Resort Sainte Anne é uma das sugestões na ilha principal. O luxo dos quartos de cerca de 200 metros quadrados, a gastronomia refinada e as facilidades garantem a boa ocupação.

Também em Mahé, o Hilton Seychelles Northolme Resort & Spa fica em uma colina que termina numa pequena praia cinematográfica. Todos os chalés têm vista para o mar e o spa oferece bons serviços de estética.

Ilhas privativas – Para quem quer fugir do mundo, o Fregaté Island Private, a 20 minutos de vôo de Mahé, é o único estabelecimento da ilha de Fregaté. Seus chalés e a piscina estão dispostos no alto de uma grande rocha de granito, de onde se tem uma vista estonteante para o Índico.

A 95 km de Mahé (ou 35 minutos de avião), a ilha coralínea de Denis abriga o resort Denis Island, que cativa pelos chalés confortáveis e a boa gastronomia. Um paraíso para casais apaixonados, Denis permite a prática de snorkel e mergulho tendo como pano de fundo as praias de areias brancas. Para quem aprecia a observação de pássaros, as aves endêmicas encontradas lá são um primor.

Para chegar a Silhouette, a viagem pode ser feita de helicóptero (15 minutos) ou barco (45 minutos). O hotel Labriz tem um ótimo centro de mergulho, spa e oferece inúmeras opções de caminhadas pelas rochas de granito que compõem a ilha, a mais montanhosa depois de Mahé.


Raio X
Como chegar e aonde ficar.



O trajeto mais usado para chegar às Seychelles é pela África do Sul. Pela SAA (tel. 0800/7711030, www.flysaa.com ), ida-e-volta SP-Johannesburgo a partir de US$ 900, sem as taxas. O trecho até Mahé é operado pela Air Seychelles www.airseychelles.com . Tarifas a partir de 400 euros (ida-e-volta).

ONDE DORMIR

Spa & Resort Sainte Anne: Victoria, Mahé, tel. (248) 29-2000, www.beachcomber-hotels.com. Os quartos tem cerca de 200 metros quadrados. A partir de 904 euros o casal, com café e jantar.

Hilton Seychelles Northolme Resort & Spa: Mahé, tel. (248) 29-9000, www.hiltonworldresorts.com. Fica a cerca de 30 minutos do aeroporto, mas a sensação é de privacidade total. Diária a partir de 750 euros o casal, com café.

Denis Island: Denis, tel. (248) 28-8963, www.denisisland.com. Boa gastronomia, um pequeno centro de mergulho e espécies raras de pássaros. Chalés saem a partir de 1.022 euros (casal), com todas as refeições.

Labriz: Silhouette island, tel. (248) 29-3949. www.labriz-seychelles.com. Várias opções de chalés e um bom centro de mergulho. A partir de 475 euros o casal, com café da manhã.

Frégate Island Private: Frégate Island, tel. (27-21) 55-69984, www.fregate.com. Os chalés estão espalhados no alto de uma grande rocha de granito. A partir de 1.300 euros (estada mínima de três noites), com pensão completa.

Hotel L'Archipel: Anse Gouvernement, Praslin, tel. (248) 28-4700, www.larchipel.com. Não é dos estabelecimentos mais luxuosos, mas fica em uma bela baía. A partir de 400 euros o casal.

FAÇA AS MALAS

Visto: é concedido na chegada ao país e válido por até 30 dias. O passaporte deve ter validade de pelo menos sete meses e deve-se apresentar passagem de volta e comprovante de hospedagem.

Vacina: é preciso apresentar o certificado de vacina contra febre-amarela. Site www.anvisa.gov.br.

Clima: agradável o ano inteiro. Março, abril, outubro e novembro são os melhores meses para a visitação, pois é quando os ventos são mais amenos.

Fuso: sete horas a mais em relação a Brasília.

Moeda: rúpias de Seychelles. 100 rúpias valem a cerca de R$ 14.

Agências locais: Mason's Travel, tel. (248) 28-8888, www.masonstravel.com; e Creole Travel Services, tel. (248) 29-7000, www.creoletravelservices.com.

Internet: www.seychelles.travel.

segunda-feira, 30 de março de 2009