Eu total black blond. Hahahahaha!!!
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Vida Loka
Da esq. para a dir.; Seu Jorge, Mano Brown, Don Pixote e William Magalhães
Faz mais de um mês que não consigo parar para escrever aqui. Na verdade, tá difícil achar tempo pra qualquer coisa. Se liga na situação: só na Folha, estou fazendo uma página de um especial da Folhinha, uma página do especial de MBA, vou fazer um perfil para o especial do Prêmio Empreendedor Social na semana que vem e entreguei hoje a última revisão de um livro da Publifolha editado por mim e pelo Cássio. Na semana que vem entrego a capa de turismo do Diário do Comércio, que é sobre Moçambique. Voltei no final da semana passada de uma reunião no Ministério da Cultura, em que recusei uma proposta irrecusável e bati o martelo em um projeto quase utópico. Acabo de sair de uma encontro impactante com William Magalhães, Mano Brown, Seu Jorge (o mundo que se prepare para a união cada vez mais consistente desses monstros), Don Pixote e Mariana Jorge. E amanhã pela manhã tenho uma reunião para fechar mais um babado das mil e uma noites. Vida loka irmão, vida loka.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Falta tempo...
Eu e Marquinho O Sócio com as tranças feitas pelo Devasto. Ah, moleque!!!
Faz tanto tempo que não escrevo nada aqui no blog que resolvi passar só para me justificar... Na verdade, queria que ele fosse apenas um espaço para contar aos amigos o que ando fazendo e reproduzir textos de minha autoria que foram publicados em algum lugar. O problema é quando se trata de contar minha vida... O que poderia ser algo bacana passa a ser motivo pro povo que vive na oposição da vida badernar a minha ralação e ficar gorando cada passo da caminhada. Aí é foda.
Precisava fazer esse desabafo, mas a verdade é que não tenho escrito por falta de tempo mesmo. Tem sido muuuuita correria, todos os dias. São muitas frentes para dar conta e pouca Mariana pra tantas ações. Mas os aliados, apesar de poucos, são porretas. E, fazer esse tanto de coisa, ainda que eu me sinta e esteja de fato sobrecarregada, só é possível com as parcerias que viver o bem proporciona. Não dá pra contar tudo o que anda rolando, mas vem bastante coisa boa pela frente. Boto fé.
ps: quem não veio na minha festinha de aniversário perdeu a melhor balada do ano... rsrsrsrs
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domingo, 12 de julho de 2009
Doa a quem doer
Eu, Marina e Giu assistindo o pôr-do-sol em Table Mountain, Cape Town, África do Sul
Quem vive na sombra não sabe o que é bom. Eu vivo no sol. Satisfação pra mim é acordar tranquila e saber que estou plantando o bem. Qualquer coisa que eu faça tem intenção positiva. Quando eu era mais nova, se me frustrava com alguma coisa, tinha logo o ímpeto de me vingar. O tempo foi passando, fui levando muito cacete da vida. Mas, a vida sempre teve muito mais coisas boas do que ruins, disso não posso me queixar. Nunca tiva a manha de colocar minhas ideias vingativas em prática; quando tentava, era um fiasco: eu mesma acabava me entregando antes de botar o plano mirabolante em ação. Ou com ele em andamento, o que é pior. Desisti dessa vibe errada. Depois de um banho de Índia e, especialmente, depois de conhecer o Dalai Lama, em 2004, entendi que a vingança é uma ilusão. Se alguém me faz algo negativo, deixo pra lá. Sabe, a vida mostra a verdade em cada esquina. Doa a quem doer.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Lá no Planalto Central
Banda Black Rio e equipe
Voltei ontem do Distrito Federal. Fui no sábado, levando a Banda Black Rio para um show bonzaço que rolou no Festival de Inverno de Brasília. A banda voltou e ficamos William, Caco, Bapt e eu, pois teríamos uma reunião com o alto-escalão do Ministério da Cultura na segunda-feira. Foi preciso muita discussão para afinar os instrumentos e entrarmos todos em harmonia na sala em que fomos recebido pelo Zé Luiz Herência, secretário de políticas culturais do Minc. No sábado, o Alfredo Manevy, secretário executivo do Minc, tinha ido ao show para sacar a banda, pois não poderia estar na reunião. E levou mais uma comissão de um par de figuras do ministério junto pra curtir a Black e fechar a noite (ou começar o dia) as 5h30 da manhã com o show do mestre Jorge Ben Jor.
A aproximação com o Minc tem me surpreendido. Quando fiz o primeiro contato, com recomendação do guru Gilberto Gil, em nome da Black Rio, realmente não vislumbrei o que parece estar se desenhando. As perspectivas são boas demais: só vai depender de um bom planejamento, de boas ideias e de boa execução. Até que chegue a hora de a Black Rio e o balaio de artistas e significados que seguem com ela, literalmente, subirem no palco (ou seria no pódio?).
Fico extremamente satisfeita por saber que são pessoas como as que conheci que estão trabalhando em prol da cultura no país. Além de serem agradáveis, são sensíveis, inteligentes, competentes e, acima de tudo, estão preocupadas em destacar a pluralidade do país. Estão cientes de que é preciso escancarar o impacto da cultura negra na construção da diversidade cultural do Brasil, de que urge ceder o protagonismo para os legítimos responsáveis pela formação da identidade brasileira.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
Plenitude
sábado, 23 de maio de 2009
Assalto na Praça Roosevelt
Fui assaltada. É isso aí. Agora há pouco, sexta-feira, por volta de 1h30 da manhã. Cacetada, parece que a vida fica testando a gente e junta um monte de coisa ruim num mesmo momento. Resultado disso: crise. Mas deixa a crise pra lá...
Tava felizona, tinha ido num show com a Adri no Galharufa, na Praça Roosevelt, e queria mostrar o outro lado da praça pra ela. A rua que contorna a praça estava bombando de gente; lá tem se tornado um pólo cultural que reúne um monte de artistas e nego metido a intelectualóide. E muito nóia também, já que a praça está abandonada.
Fizemos um caminho passando pela frente da igreja e do batalhão da polícia militar. Adivinha onde foi o assalto? Bem na frente do batalhão. O cara chegou junto nervosão. Chutaria que está em começo de carreira. Descrição física? Mulato, gordinho, camiseta branca, jaqueta jeans, calça escura e mochila nas costas. Colou do meu lado: - Passa o celular. Fiquei atordoada, sem saber o que fazer. Com quatro celulares na bolsa: um que era o que eu usava para a Black Rio e ainda não tinha passado todos os contatos para o Nextel (que é o que ele levou e que eu tinha há menos de um mês), o meu antigo da Vivo com zilhões de contatos importantes profissional e pessoalmente (mas que não tinha mais função desde ontem, quando mudei para a Claro) e o celular novo, da operadora nova que eu contratei.
Enfiei a mão na bolsa, meio sem saber o que fazer: qual dos celulares era menos importante? Eu tinha tempo para avaliar isso naquele momento? O cara não mostrou arma, mas sei lá. Minha vida, minha integridade física valem bem mais do que qualquer bem material que eu possa ter. Mas que dá raiva, dá. Ele pediu pra Adri dar o dela também, mas ela estava mais distante dele e disse que não tinha. Ele saiu vazado, quase tão (ou mais) assustado do que nós duas.
Entrei correndo no batalhão da polícia, gritando por socorro. Em poucos minutos, saímos eu, adri e dois policiais numa viatura para caçar o ladrão. Rodamos cerca de uma hora e nada. Deve ter subido no primeiro ônibus que viu. Mas a situação toda me leva a pensar uma série de coisas. Como é que pode rolar roubo atrás de roubo na frente de um batalhão da polícia, em um lugar que tem uma vida cultural super ativa? Soube de alguns outros assaltos na mesma noite. Eu fico com raiva daquele mané que me assaltou que, não me pareceu nem de longe que estava na nóia de droga ou que tivesse alguma prática em assaltos. O cerco fechou e o mano precisa pagar as contas ou, pelo menos alimentar uma família? É isso? E a polícia ia pegar o nego e fazer o que? Encher o cara de porrada? Que caralho de país! Devo ficar com raiva do batedor de carteira que, por sorte não me machucou e levou mais nada meu, ou devo ficar revoltada com a situação caótica de um país que exclui mais e mais as pessoas, deixando uma massa no limbo e privilegiando alguns poucos que tem poder e grana?
Confesso que queria muito reaver meu telefone, ainda mais porque tinha o número de um monte de gente que eu tomava o maior cuidado pra nao vazar: desde meus amigos, minha mãe, meu pai, celebridades do tipo Elza Soares, Chico César, Seu Jorge, Mano Brown, até o secretário executivo do Ministério da Cultura. Vou deitar com a sensação de fazer parte de um sistema que eu odeio com todas as forças. E contra o qual eu luto com as armas que tenho: honestidade, vontade de mudança, fé, união de forças do bem, minha capacidade intelectual, o quarto poder... acho que são poucas minhas ferramentas. Vou dormir (ou pelo menos tentar) com uma tremenda sensação de impotência.
Tava felizona, tinha ido num show com a Adri no Galharufa, na Praça Roosevelt, e queria mostrar o outro lado da praça pra ela. A rua que contorna a praça estava bombando de gente; lá tem se tornado um pólo cultural que reúne um monte de artistas e nego metido a intelectualóide. E muito nóia também, já que a praça está abandonada.
Fizemos um caminho passando pela frente da igreja e do batalhão da polícia militar. Adivinha onde foi o assalto? Bem na frente do batalhão. O cara chegou junto nervosão. Chutaria que está em começo de carreira. Descrição física? Mulato, gordinho, camiseta branca, jaqueta jeans, calça escura e mochila nas costas. Colou do meu lado: - Passa o celular. Fiquei atordoada, sem saber o que fazer. Com quatro celulares na bolsa: um que era o que eu usava para a Black Rio e ainda não tinha passado todos os contatos para o Nextel (que é o que ele levou e que eu tinha há menos de um mês), o meu antigo da Vivo com zilhões de contatos importantes profissional e pessoalmente (mas que não tinha mais função desde ontem, quando mudei para a Claro) e o celular novo, da operadora nova que eu contratei.
Enfiei a mão na bolsa, meio sem saber o que fazer: qual dos celulares era menos importante? Eu tinha tempo para avaliar isso naquele momento? O cara não mostrou arma, mas sei lá. Minha vida, minha integridade física valem bem mais do que qualquer bem material que eu possa ter. Mas que dá raiva, dá. Ele pediu pra Adri dar o dela também, mas ela estava mais distante dele e disse que não tinha. Ele saiu vazado, quase tão (ou mais) assustado do que nós duas.
Entrei correndo no batalhão da polícia, gritando por socorro. Em poucos minutos, saímos eu, adri e dois policiais numa viatura para caçar o ladrão. Rodamos cerca de uma hora e nada. Deve ter subido no primeiro ônibus que viu. Mas a situação toda me leva a pensar uma série de coisas. Como é que pode rolar roubo atrás de roubo na frente de um batalhão da polícia, em um lugar que tem uma vida cultural super ativa? Soube de alguns outros assaltos na mesma noite. Eu fico com raiva daquele mané que me assaltou que, não me pareceu nem de longe que estava na nóia de droga ou que tivesse alguma prática em assaltos. O cerco fechou e o mano precisa pagar as contas ou, pelo menos alimentar uma família? É isso? E a polícia ia pegar o nego e fazer o que? Encher o cara de porrada? Que caralho de país! Devo ficar com raiva do batedor de carteira que, por sorte não me machucou e levou mais nada meu, ou devo ficar revoltada com a situação caótica de um país que exclui mais e mais as pessoas, deixando uma massa no limbo e privilegiando alguns poucos que tem poder e grana?
Confesso que queria muito reaver meu telefone, ainda mais porque tinha o número de um monte de gente que eu tomava o maior cuidado pra nao vazar: desde meus amigos, minha mãe, meu pai, celebridades do tipo Elza Soares, Chico César, Seu Jorge, Mano Brown, até o secretário executivo do Ministério da Cultura. Vou deitar com a sensação de fazer parte de um sistema que eu odeio com todas as forças. E contra o qual eu luto com as armas que tenho: honestidade, vontade de mudança, fé, união de forças do bem, minha capacidade intelectual, o quarto poder... acho que são poucas minhas ferramentas. Vou dormir (ou pelo menos tentar) com uma tremenda sensação de impotência.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Desafio sintáxico-semântico
Quem ousa lançar o desafio das palavras a um poeta
se o sentido inexato de uma conjunção condicional
pode meramente insinuar o que ele é capaz
de expressar com apenas uma interjeição?
Ainda que a metonímia confunda as sensações
a figura de linguagem
se me esvai na inversão dos sentidos
e reforça a hipérbole da tua mensagem.
Por isso grito, solto o verbo,
coloco o artigo no sujeito
e mando uma preposição
conjugada do meu jeito.
se o sentido inexato de uma conjunção condicional
pode meramente insinuar o que ele é capaz
de expressar com apenas uma interjeição?
Ainda que a metonímia confunda as sensações
a figura de linguagem
se me esvai na inversão dos sentidos
e reforça a hipérbole da tua mensagem.
Por isso grito, solto o verbo,
coloco o artigo no sujeito
e mando uma preposição
conjugada do meu jeito.
domingo, 29 de março de 2009
Não é fácil mudar de carreira. Nos últimos 10 anos mergulhei em reportagens sobre assuntos diversos.
Escrevi sobre uma jovem que perdeu o bebê de seis meses porque as ratazanas devoraram seu rosto enquanto ela procurava trabalho para alimentá-lo e ele urrava de fome na cama daquele barraco desprotegido da porcaria de uma vida sem saneamento básico.
Contei a história de um nordestino que veio para São Paulo buscar trabalho e acabou nas ruas, com a saúde comprometida, sem dinheiro e com vergonha de voltar para casa como um fracassado.
Entrevistei políticos que roubam o dinheiro da administração pública e manipulam a mídia, impedindo misteriosamente a publicação de matérias que escancaram a falcatrua do poder neste país.
Escarafunchei o mercado de trabalho das prostitutas e conheci melhor essas mulheres que realizam os sonhos mais secretos de quem busca realizar seus desejos mais recriminados.
Revirei o universo encantado das crianças nos picadeiros dos circos e nos quilombos do Vale do Ribeira.
Vivi momentos ímpares na casa do Dalai Lama, no bate-papo com Gilberto Gil.
Conversei com um par de transeuntes da Praça da Sé até descobrir quem era o responsável pela comercialização de diplomas falsificados que tinha vendido um punhado de documentos para os funcionários concursados da Febém.
Reproduzi as maravilhas das praias, das montanhas e do céu azul dos tantos cantos do mundo.
Se perdi noites de sono, ganhei textos imortais. Deixo agora de lado a reportagem como minha principal atividade para investir em um novo caminho, que me permita uma vida mais conectada com a possibilidade de melhorar o mundo por meio da música, da arte, do social, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, do amor, da democratização da cultura, da união por um propósito maior. Inicio, com paixão, minha incursão neste complexo universo da produção cultural.
Escrevi sobre uma jovem que perdeu o bebê de seis meses porque as ratazanas devoraram seu rosto enquanto ela procurava trabalho para alimentá-lo e ele urrava de fome na cama daquele barraco desprotegido da porcaria de uma vida sem saneamento básico.
Contei a história de um nordestino que veio para São Paulo buscar trabalho e acabou nas ruas, com a saúde comprometida, sem dinheiro e com vergonha de voltar para casa como um fracassado.
Entrevistei políticos que roubam o dinheiro da administração pública e manipulam a mídia, impedindo misteriosamente a publicação de matérias que escancaram a falcatrua do poder neste país.
Escarafunchei o mercado de trabalho das prostitutas e conheci melhor essas mulheres que realizam os sonhos mais secretos de quem busca realizar seus desejos mais recriminados.
Revirei o universo encantado das crianças nos picadeiros dos circos e nos quilombos do Vale do Ribeira.
Vivi momentos ímpares na casa do Dalai Lama, no bate-papo com Gilberto Gil.
Conversei com um par de transeuntes da Praça da Sé até descobrir quem era o responsável pela comercialização de diplomas falsificados que tinha vendido um punhado de documentos para os funcionários concursados da Febém.
Reproduzi as maravilhas das praias, das montanhas e do céu azul dos tantos cantos do mundo.
Se perdi noites de sono, ganhei textos imortais. Deixo agora de lado a reportagem como minha principal atividade para investir em um novo caminho, que me permita uma vida mais conectada com a possibilidade de melhorar o mundo por meio da música, da arte, do social, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, do amor, da democratização da cultura, da união por um propósito maior. Inicio, com paixão, minha incursão neste complexo universo da produção cultural.
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