Mostrando postagens com marcador dicas culturais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dicas culturais. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Show imperdível!!!

Show da Banda Black Rio com participação de Mano Brown no dia da Consciência Negra - sexta-feira, dia 20 de novembro, 21h, na Cinemateca (Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino), em SP. GRÁTIS!!!




Foto: Apu Gomes

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Festival internacional do documentário musical

Descobri que vai rolar esse festival e achei super bacana. Vou me esforçar para ver alguns dos fimes. Música, cinema, literatura, é tudo nosso. Bora lá? A programação está no site www.in-edit-brasil.com e o texto abaixo eu copiei de lá mesmo.


































Nascido em Barcelona há 7 anos, para fomentar a produção desse gênero cinematográfico e oferecer ao público a oportunidade de ver títulos difíceis de encontrar nos circuitos comerciais, o festival In-Edit Brasil é uma ideia que começa a dar a volta ao mundo. Depois de 6 edições na capital catalã, o IN-EDIT chegou há 5 anos a Santiago do Chile, e em 2009, desembarcou em Buenos Aires e Puebla (México) antes de aterrissar em terras brasileiras.

Com 29 filmes internacionais e 15 nacionais, dos quais 6 estarão em competição, o IN-EDIT BRASIL dará ao público a decisão de escolher o melhor documentário musical brasileiro inédito e que será apresentado em Barcelona em outubro.

Além da exibição de filmes, o festival contará com a presença de diretores durante algumas sessões, shows, palestras, debates e outras atividades. Entre os convidados está o diretor espanhol Fernando Trueba, ganhador de um Oscar, que apresentará seus dois documentários musicais “El milagro de Candeal” e “Calle 54”. Nessas duas semanas de projeções, esperamos que você curta seus artistas favoritos, conheça novas músicas e participe das atividades paralelas. Porque uma oportunidade de ver filmes como esses, só no ano que vem.

domingo, 31 de maio de 2009

Mulher Elétrica

Essa música é uma parceria do Mano Brown com William Magalhães e vai sair no novo disco da Banda Black Rio. A letra, a levada, é tudo bom pra caralho. Escuta só!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Viva a volta da Mafuá!!!





















Parece loucura pensar que o último show da Mafuá foi há 10 anos. Eu era fã de carteirinha da sonzeira e dos artistas talentosos que compunham a trupe. E sou até hoje. Pra minha alegria, a turma está voltando com a mesma formação e o mesmo som da pesada. E a casa em que vai rolar a festinha, do Beto e do Marquinho Mendonça, é uma delícia também. Eu vou, com certeza. Bora bagunçar um pouco a ordem e balançar o esqueleto ao som brazuca da Mafuá?


15/05 - Sexta Feira - Festa Show com a Banda Mafuá

Uma reunião de grandes craques da Música Popular Brasileira. Banda paulistana que reúne excepcionais músicos vindos de diversos pontos do País. Quem conheceu sabe, quem não conhece não pode perder.

Tião Carvalho, voz e percussão; Pixu Flores, percussão; Marquinho Mendonça, guitarra, violão e cavaquinho; Dudu, bateria; Odilon Carvalho, contrabaixo; Gabriel Levy, sanfona

Uma das melhores bandas de música regional e forró dos últimos tempos a MAFUÁ chega com toda força pra sacudir os salões, com seus sambas, baiões, forrós e toadas de Boi da melhor qualidade. Uma grande festa dos ritmos brasileiros.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Show do Hyldon






















Hyldon é um dos grandes representantes da soul music brasileira. Tive o prazer de conhecê-lo há um par de anos e devo reconhecer que sou fã do cara. Ele é mais uma dessas figuras maravilhosas com as quais estou tendo o prazer de compartilhar a caminhada. Já escutava sons dele muito antes de saber de quem eram aquelas canções que me acompanham por toda a vida.

Quando saquei que Na Rua, na Chuva, na Fazenda, As dores do Mundo e Na Sombra de uma Árvore eram dele, entendi quão foda era aquele cara maluquinho, humilde pra caralho e cheio de talento.

Parceiro de Tim Maia, Cassiano e Luís Vagner, etre tantos outros, Hyldon já teve suas canções regravadas por intérpretes como Luís Melodia, Sandra de Sá, Wanderléa, Marisa Monte, Caetano Veloso, Jorge Aragão, Tim Maia, Golden Boys, Jota Quest, Lenine, MV Bill e Kid Abelha, Ivete Sangalo etc etc...

Nos dias 25 e 26 de abril o cantor, violonista e compositor baiano apresenta o show de seu novo CD, intitulado Soul Brasileiro, no Sesc Santana. Eu vou! Vambora?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Solar dos príncipes

Este conto faz parte do livro Contos Negreiros, do querido Marcelino Freire. Sou fã do estilo do autor e acho que a obra dele serve como exemplo de que a simplicidade - quando bem aplicada - no texto pode funcionar maravilhosamente bem.






















Solar dos Príncipes

Quatro negros e uma negra pararam na frente deste prédio.
A primeira mensagem do porteiro foi: "Meu Deus!" A segunda: "O que vocês querem?" ou "Qual apartamento?" Ou "Por que ainda não consertaram o elevador de serviço?"
"Estamos fazendo um filme", respondemos.
Caroline argumentou: "Um documentário". Sei lá o que é isso, sei lá, não sei. A gente mostra o documento de identidade de cada um e pronto.
"Estamos filmando".
Filmando? Ladrão é assim quando quer sequestrar. Acompanha o dia-a-dia, costumes, a que horas a vítima sai para trabalhar. O prédio tem gerente de banco, médico, advogado. Menos o síndico. O síndico nunca está.
- De onde vocês são?
- Do Morro do Pavão.
- Vamos gravar um longa-metragem.
- Metra o quê?
Metralhadora, cano longo, granada, os negros armados até as gengivas. Não disse? Vou correr. Nordestino é homem. Porteiro é homem ou não é homem? Caroline dialogou: "A idéia é entrar num apartamento do prédio, de supetão, e filmar, fazer uma entrevista com o morador."
O porteiro: "Entrar num apartamento"?
O porteiro: "Não".
O pensamento: "Tô fodido."
A idéia foi minha, confesso. O pessoal vive subindo o morro para fazer filme. A gente abre as nossas portas, mostra as nossas panelas, merda.
Foi assim que comprei uma câmara de terceira mão, marcamos, ensaiamos uns dias. Imagens exclusivas, colhidas na vida da classe média.
Caroline: "Querido, por favor, meu amor". Caroline mostrou o microfone, de longe. Acenou com o batom, não sei.
Vou bem levar paulada do microfone? O microfone veio emprestado de um pai-de-santo, que patrocinou.
O porteiro apertou o apartamento 101, 102, 108. Foi mexendo em tudo quanto é andar. Estou sendo assaltado, pressionado, liguem para o 190, sei lá.
A graça era ninguém ser avisado. Perde-se a espontaneidade do depoimento. O condômino falar como é viver com carros na garagem, saldo, piscina, computador interligado. Dinheiro e sucesso. Festival de Brasília. Festival de Gramado. A gente fazendo exibição no telão da escola, no salão de festas do prédio.
Não.
A gente não só ouve samba. Não só ouve bala. Esse porteiro nem parece preto, deixando a gente preso do lado de fora. O morro tá lá, aberto 24 horas. A gente dá as boas-vindas de peito aberto. Os malandrões entram, tocam no nosso passado. A gente se abre que nem passarinho manso. A gente desabafa que nem papagaio. A gente canta, rebola. A gente oferece a nossa coca-cola.
Não quer deixar a gente estrear a porra do porteiro. É foda. Domingo, hoje é domingo. A gente só quer saber como a família almoça. Se fazem a mesma festa que a nossa. Prato, feijoada, guardanapo. Caralho, não precisa o síndico. Escute só. A gente vai tirar a câmera do saco. A gente mostra que é da paz, que a gente só quer melhorar, assim, o nosso cartaz. Fazer cinema. Cinema. Veja Fernanda Montenegro, quase ganha o Oscar.
- Fernanda Montenegro não, aqui ela não mora.
E avisou: "Vou chamar a polícia".
A gente: "Chamar a polícia?"
Não tem quem goste de polícia. A gente não quer esse tipo de notícia. O esquema foi todo montado num puta de sacrifício. Nicholson deixou de ir vender churro. Caroline desistiu da boate. Eu deixei esposa, cadela e filho. Um longa não, é só um curta. Alegria de pobre é dura. Filma. O quê? Dei a ordem: Filma.
Começamos a filmar tudo. Alguns moradores posando a cara na sacada. O trânsito que transita. A sirene da polícia. Hã? A sirene da polícia. Todo filme tem sirene de polícia. E tiro, muito tiro.
Em câmera violenta. Porra, Johnattan pulou o portão de ferro fundido. O porteiro trancou-se no vidro. Apareceu gente de todo tipo. E a idéia não era essa. Tivemos que improvisar.
Sem problema, tudo bem.
Na edição, a gente manda cortar.

(FREIRE, Marcelino. Contos negreiros. Rio de Janeiro: Record, 2005. pp.23-27)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Dicas de mestres

Esta lista traz indicações feitas pelos colunistas da Folha S.Paulo Elio Gaspari, Jânio de Freitas, Ruy Castro e Xico Sá. Quanto mais eu leio, mas percebo o quanto falta pra ler...

ELIO GASPARI:

1. Machado de Assis. Qualquer um. Tem efeito balsâmico, o sujeito lê à noite e escreve melhor no dia seguinte.
2. Manuel Bandeira, qualquer coisa. Ajuda a gostar das palavras.
3. Mencken. Em matéria de estilo devastador, é o pai da matéria. [Dois livros dele foram traduzidos para o português: "O Livro de Insultos de H.L. Mencken", seleção e tradução de Ruy Castro, editado pela Companhia das Letras - São Paulo, 1988, esgotado; e "Os Americanos", edição portuguesa, Antigona, 2004].
4. A reportagem de Hiroshima do John Hersey. Saiu em português [Companhia das Letras, série Jornalismo Literário].
5. Para ter uma coisa atual, o capítulo da morte do Sérgio Vieira de Mello da Samantha Power. O livro acaba de sair.

--------------------

JANIO DE FREITAS

livros a recomendar, não tenho. Se interessar um palpite, ei-lo.

1- Não tenho convicção de que literatura seja importante como ajuda para escrever bons textos de noticiário. Repito: de noticiário. Mas a leitura atenta de Machado, Eça, Lima Barreto, por exemplo, pode ajudar a desenvolver o gosto pelas palavras, em seus sentidos mais afinados e suas combinações mais resultantes.
A leitura de textos entre o jornalismo livre e a literatura me parece ainda mais útil (e mais fácil de ler nestes tempos). São os textos dos cronistas, com realce para Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, depois Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.

2- Dicionário. Criar o hábito de consultá-lo quando houver dúvida sobre o melhor sentido de uma palavra, não só quando se está lendo, é de imensa ajuda para a precisão e a inteligibilidade do texto jornalístico. E para evitar a mediocridade dos textos cujos autores escrevem sempre com as mesmas palavras, ignorantes até dos sinônimos mais singelos. Bem portátil, o Mini Caldas Aulete é bastante bom.

3- Uma chave importante, talvez a mais importante, para o repórter que quer aprimorar o seu texto, é ler jornal com este propósito. Ler com atenção os textos que mais agradem, e procurar descobrir por que agradam, estudá-los mesmo. Se o autor for alcançável, não há motivo para desperdiçar uns papos com ele sobre redação, estrutura de notícia, diferentes técnicas de texto, e por aí (a meu ver, não há melhor maneira de aprender: foi assim que se formaram os melhores escritores de jornalismo que conheci, aqui e no exterior).

- - - - - - - - -

RUY CASTRO

Cinco livros é difícil. Serve cinco autores?
Rubem Braga, Millôr Fernandes, Carlos Heitor Cony, Joel Silveira e o Paulo Francis dos anos 60.
Escrever "como eles", depois que se aprende, não tem muito problema. O problema é o sujeito se tornar eles -- ou seja, ter a cabeça que permite escrever aquelas coisas...

- - - - - - -
XICO SÁ

A alma encantadora das ruas -João do Rio

Um Bom Par De Sapatos E Um Caderno De Anotaçoes -- Como Fazer Uma Reportagem -de Anton Tchekhov

Balas de Estalo - reunião crônicas políticas e de costumes de Machado de Assis

Dez dias que abalaram o mundo - John Reed

Paris é uma festa - E. Hemingway

Na pior em Paris e Londres - George Orwell

O SEGREDO DE JOE GOULD, de Joseph Mitchell (AULA GENIAL DE COMO FAZER UM PERFIL DE UM PUTA PERSONAGEM PRATICAMENTE ANONIMO)

Tudo de Nelson Rodrigues, claro

Malagueta ,perus e bacanaço -João Antônio

Vidas Secas - Graciliano Ramos

"Bartleby, O Escriturário" de Herman Melville

A milésima segunda noite da av. paulista - Joel Silveira

Dicas úteis para uma vida fútil -um manual para a maldita raça humana - Mark Twain

O perigo da hora - o século XX nas páginas do The Nation (textos de Kurt Vonnnegut, H.L. Mencken, Gore Vidal, John dos Passos entre outros bambas) -tem uma tradução brasileira da editora Scritta